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Dados Técnicos sobre calagem e adubação
SERINGUEIRA
CALAGEM: Aplicar calcário para elevar a saturação por
bases a 50%. Não usar mais do que 2t / há de calcário
dolomítico a cada três anos.
ADUBAÇÃO DE PLANTIO: Incorporar na cova 30g de P2O5,
30 g de K2O e, em solos deficientes, com teores de Zn
inferiores a 0,6 mg/dm3, 5g de Zn. Quando disponível, usar
20 litros de esterco de curral curtido. Aplicar nitrogênio
em cobertura em 3 parcelas de 30 g/planta durante o primeiro
ano.
ADUBAÇÃO DE FORMAÇÃO E EXPLORAÇÃO: Aplicar os
nutrientes de acordo com a análise de solo inicial da área
e, depois a cada três anos
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Idade |
Nitrogênio |
P resina, mg/dm3 |
K+ trocável, mmolc/dm3 |
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0 - 12 |
>12 |
0 - 1,5 |
>1,5 |
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anos |
N, kg/ha |
P2O5, kg/ha |
K2O, kg/ha |
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2 - 3 |
40 |
40 |
20 |
40 |
20 |
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4 - 6 |
60 |
60 |
30 |
60 |
30 |
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7 - 15 |
60 |
50 |
30 |
60 |
30 |
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>16 |
50 |
40 |
20 |
50 |
30 |
Utilizar metade da adubação no início e metade no fim das
águas, distribuindo ao redor das árvores.
Corrigir o
solo é de suma importância
Carlos Eduardo de Souza
A correção do solo é um dos requisitos básicos para uma maior
produtividade agrícola. De acordo com o professor da Unesp
de Ilha Solteira, Francisco Maximino Fernandes, a calagem
pode ser realizada em qualquer época do ano, mas a
eficiência do corretivo de acidez é maior quando aplicado
com antecedência para que possa reagir com o solo e, dessa
forma, proporcionar os benefícios esperados. Segundo
Fernandes, num solo ácido, onde há excesso de alumínio e
hidrogênio ou ocorre deficiência de cálcio e magnésio, o
crescimento das raízes é reduzido. Um sistema radicular
pouco desenvolvido limita a absorção de água, de nutrientes
e, conseqüentemente, a produtividade das culturas. Cada
cultura responde de forma diferente à correção da acidez do
solo e, se os demais fatores de produção estiverem
adequados, a calagem pode representar aumentos de
produtividade acima de 100%. Fernandes citou como exemplo
casos em que após a correção da acidez, na região
Centro-Oeste, ocorreu incremento médio de 58 sacas de milho,
38 sacas de soja, 21 sacas de arroz por hectare, em relação
a área não corrigida.
Além disso, o aproveitamento de fósforo e potássio pelas plantas num solo
ácido é, por exemplo, dois terços menor do que num solo
corrigido. O professor afirmou que tanto solos ácidos como
alcalinos devem ser corrigidos. As duas situações são
prejudiciais às plantas e os materiais corretivos são
diferentes. Para correção de solos ácidos normalmente se
utilizam calcários. Para correção de solos alcalinos o
procedimento é outro e, caso necessário, é utilizado gesso
(CaSO4) se houver muito sódio, ou mesmo enxofre para
diminuir o pH, se não houver excesso de sódio. Nos dois
casos, o produtor rural deve procurar orientação de um
engenheiro agrônomo que, com base numa análise do solo, vai
definir como deve ser aplicado o corretivo. Fernandes
destacou que, em solos ácidos, o calcário é corretivo de
acidez do solo e o gesso pode ser utilizado como
condicionador do solo em subsuperfície, isto é, um
melhorador das condições químicas do solo em profundidade.
“Qualquer corretivo de acidez só corrigirá a acidez se o
solo tiver umidade. Se o solo estiver seco, o corretivo de
acidez não reagirá com o solo”, afirmou.
Quanto mais cedo, mais barato
O professor Francisco Maximino Fernandes afirmou que a
coleta de amostras de solo deve ocorrer com maior
antecedência possível. “Recomendo após a safra de verão. O
solo está úmido, o que facilita a coleta de amostras e
permite que o corretivo aplicado aproveite a umidade do solo
e comece a reagir”. Outro motivo para começar cedo a
correção do solo é que os laboratórios de análises estão com
menor volume de serviço e o produtor pode negociar melhor a
compra do calcário e frete. Segundo Maximino Fernandes, a
uma distância de 500 quilômetros, o frete da tonelada de
calcário custa R$ 40 e o produto R$ 30.
No caso do produtor deixar para fazer a correção da acidez solo muito
perto do plantio, terá de utilizar calcário mais fino que
tem reação mais rápida no solo e um menor poder residual. O
calcário mais fino é mais caro, mas a dose a ser utilizada é
menor. O calcário é classificado em função do Poder Real de
Neutralização Total (PRNT) e, quanto menor o valor do PRNT,
mais grossas são as partículas e a reação é mais lenta com
maior efeito residual. “Por lei, o valor do PRNT deve
constar da nota fiscal do produto adquirido”. Quanto a
granulometria, a legislação exige que pelo menos 95% do
material corretivo passe em peneira de 2 mm, 70% em peneira
de 0,84 mm e 50% em peneira de 0,3 mm. De modo geral, as
partículas menores apresentam reação mais rápida e que se
completa em três meses. Nas partículas entre 0,3 e 0,6 mm e
entre 0,6 e 2,0 mm, a reação é mais lenta. São necessários
cerca de 30 meses para as partículas entre 0,3 e 0,6 mm
apresentarem 100% de eficiência, enquanto as partículas
entre 0,6 e 2,0 mm chegam ao redor de 45% de eficiência,
ambas em relação as mais partículas mais finas.
Por que analisar os solo:
:: A análise do solo é o melhor meio para avaliar a
fertilidade do solo. Com base nos resultados das análises é
possível determinar as doses adequadas de calcário e adubo
para garantir maior produtividade e lucratividade para a sua
lavoura.Para obter bons resultados com a análise é muito
importante retirar as amostras corretamente. Siga as
instruções e veja como é fácil
>> Escolha das glebas para amostragem:
- Divida sua propriedade em glebas homogêneas, nunca superiores a 20
hectares, e amostre cada área isoladamente. Separe glebas
com a mesma posição topográfica (solo de morros, meia
encosta, baixada), cor do solo, textura (solos argilosos,
arenosos), culturas ou vegetação anterior (pastagem, café,
milho, etc.), adubação e calagem anteriores. Em culturas
perenes, leve em conta a idade e variedade das plantasÁreas
com uma mesma cultura, mas com produtividades muito
diferentes, devem ser amostradas separadamente. Identifique
essas glebas de maneira definitiva, fazendo um mapa para o
acompanhamento da fertilidade do solo com o passar dos anos.
>> Que ferramentas usar:
- A coleta das amostras pode ser feita com um enxadão ou com trados. O
trado torna a operação mais fácil e rápida. Alem disso, ele
permite a retirada da amostra na profundidade correta e na
mesma quantidade de terra e todos os pontos amostrados. A
fig. 2 mostra um enxadão e os trados tipo tubo, holandês e
de caneco.
>> Como coletar as amostras:
- De cada gleba devem ser retiradas diversas subamostras, para se obter
uma média da área amostrada. Para isso percorra a área
escolhida em ziguezague e colete 20 subamostras por gleba
homogênea. Em cada ponto, retire com o pé detritos e resto
de cultura
- Evite pontos próximos a cupins, formigueiros, casas, estradas, currais,
estrume de animais, depósitos de adubo, calcário ou manchas
no solo. Introduza o trado no solo até a profundidade de
20cm (Fig. 3). A terra coletada representa uma porção de
solo na profundidade de 0-20cm (Fig. 4). Raspe a terra da
lateral do trado, aproveitando apenas a porção central
- Em áreas cultivadas em sistema de plantio direto há vários anos, é
interessante a amostragem na camada de 0 a 10cm, para
monitorar o acúmulo de nutrientes na superfície do solo
- Entretanto, as recomendações de adubação baseadas apenas na
profundidade de 0 a 10cm, podem subestimar a necessidade de
nutrientes para as culturas
- As pesquisas sobre o assunto ainda não são conclusivas. Transfira a
terra do trado para um balde ou outro recipiente limpo.
Repita a tradagem do mesmo modo em cada um dos 20 pontos
- Quebre os torrões de terra dentro do balde, retire pedras, gravetos, ou
outros resíduos e misture muito bem (Fig. 5). Se a terra
estiver muito úmida, deixe a amostra secar ao ar. Essa
mistura de subamostras retiradas de vários pontos de uma
gleba homogênea é chamada de amostra composta
- Atenção - Todas as ferramentas e recipientes usados para a amostragem e
embalagem da terra devem estar limpos e, principalmente, não
devem conter resíduos de calcário ou fertilizantes.Para
amostras nas quais pretende-se também analisar
micronutrientes, use trado de aço e evite baldes de metal
galvanizado. Retire cerca de 300gr de terra do balde e
transfira para uma caixinha de papelão apropriada ou saco de
plástico limpo. (Fig. 6). Essa porção de terra (amostra
composta) será enviada ao laboratório. Jogue fora o resto da
terra e recomece a amostragem em outra área
Identifique a amostra do solo com o seu nome, propriedade, gleba
amostrada e data (Fig. 7). Anote em um caderno, junto com um
mapa da propriedade, o numero de cada amostra local de onde
foi retirada. Essas anotações são importantes para
identificar o local pazra aplicações de calcário e
fertilizantes. Além disso, facilitam o acompanhamento da
evolução da fertilidade do solo de um ano para o outro
>> Amostragem com enxadão:
- É possível também amostrar adequadamente o solo com um enxadão ou pá
reta. Os cuidados e número de amostras são os mesmos
descritos para o trado
- Após a limpeza superficial do terreno, faça buraco em forma de cunha na
profundidade de 0-20cm deixando uma parede vertical. Corte,
com o enxadão, uma fatia de cima até em baixo e transfira
para o balde (Fig. 8 e 9)
- Para evitar encher muito o balde, dificultando a mistura, cada fatia
coletada pode ser destorroada dentro do próprio buraco.
Retire em seguida uma porção dessa terra e transfira para o
balde. Tome o cuidado de coletar a mesma quantidade em cada
um dos 20 pontos amostrados
>>Amostragem em culturas perenes:
- Em culturas perenes, tais como café, citros, seringueira, etc, a
amostragem deve ser feita em toda a faixa de solo adubada
(Fig. 10), que reflete melhor os tratamentos aplicados no
solo nos anos anteriores
- As amostras dessa área são usadas para determinar as necessidades de
calagem e adubação. O número de subamostras necessárias e os
demais procedimentos são iguais aos recomendados para
culturas anuais
>> Amostragem de subsolo:
- A análise de solo abaixo da camada arável serve para diagnosticar o
excesso da acidez, que dificulta o crescimento das raízes, e
os teores de alguns nutrientes
- A amostra deve ser coletada, de preferência com trado, na profundidade
de 20-40cm
- Primeiro colete amostras de 0-20cm; em seguida, retire a terra da
superfície que caiu dentro do buraco e, depois aprofunde o
trado até 40cm (Fig. 11)
Antes de transferir essa amostra para o balde raspe a terra da lateral do
trado e retire também 2 a 3 cm de terra da parte superior.
Isso tudo é importante para evitar contaminações com a terra
da superfície. Atenção: a amostra do subsolo não deve ser
misturada com a da superfície
Freqüência
de amostragem:
- O solo deve ser analisado pelo menos a cada 2 ou 3 anos ou com maior
freqüência em solos com problemas de fertilidade ou
intensivamente cultivados
>> Envio das amostras ao laboratório:
- As amostras podem ser enviadas também pelo correio. Para isso é
importante identifica-las muito bem e utilizar as caixas
padronizadas que são vendidas nas agencias dos Correios
- Escolha um dos laboratórios que utilizam o moderno Sistema IAC de
Análise de Solo e participam do Programa de Controle de
Qualidade
- Os endereços dos laboratórios podem ser obtidos nas Casas da
Agricultura ou no site:
http://www.iac.br/~csra
Fonte - Instituto Agronômico de Campinas (Apta)
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